Apareça… mas não se queime

No Congresso da Abrates, em março, a principal recomendação de vários palestrantes foi “apareça na internet!“. Destacaram a presença no mundo virtual como forma eficiente de captar novos clientes. Participar de mídias sociais como Orkut, Facebook, Twitter ou mesmo das listas de tradutores no Yahoo aumenta suas chances de conseguir um novo cliente a qualquer momento. Já parou para pensar que um colega pode estar precisando de alguém com exatamente as suas qualificações? Só que se ele não souber que você existe, nunca vai entrar em contato. Você precisa participar das conversas, interagir com os colegas, quem sabe até ajudar alguém com dúvida.

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas muita gente se esquece de um detalhe muito importante: o que você pode ou deve falar em um ambiente virtual. Mesmo sendo ambientes bastante informais, é preciso cuidado com a imagem que passamos.

É muito comum ver nas comunidades profissionais do Orkut ou no Twitter revelações para lá de cabeludas. Outras pessoas chegam em um ambiente virtual (seja comunidade do Orkut, seja uma lista do Yahoo) como se chegasse na sala de alguém apoiando os pés na mesa de centro. Isso não se faz no “mundo real” e não deve acontecer no mundo virtual.

Lembre-se: qualquer uma daquelas pessoas que lê o que você escreve é um cliente em potencial. Quer mesmo que ele leia “aquilo”?

5 respostas para “Apareça… mas não se queime”

  1. Há muitos anos, uma participante da trad-prt se disse escandalizada, por ter descoberto que algum serviço externo estava indexando as mensagens da lista (não sei se ainda existe isso) e que, portanto, o que ela dizia ali era “público” em vez de “ficar exclusivamente entre nós”. Mas, já naquela época, a lista tinha mais de mil participantes e os gestores não sabiam — nem tinham como saber — quem era a maioria deles. No fundão lá da lista, havia um pouco de tudo e todos eles “ouvindo” a conversa. Algumas dessas pessoas eram “do bem”, outras eram inofensivas. Mas havia, e sempre vai haver, a turma “do mal”. Além do quê, o que a gente posta nesses lugares muitas vezes é repassado a terceiros por membros do grupo.

    Por isso, uma das regras básicas é “só diga nos fóruns da Internet aquilo que você não se importaria de ver anunciado nas manchetes do Jornal Nacional”.

    1. Podia jurar que tinha respondido ontem, Danilo!

      Sou neurótica confessa com o que falo na internet. Mesmo que mencione algo em um fórum fechado, nunca poderá ter certeza de que não vai ser copiado ou repassado. Sua regrinha resume bem a coisa. Gostei, vou adotar!

  2. Olá Val,
    Bom o teu texto. O mundo virtual nada mais é do que uma extensão da nossa vida. É como sair na rua, chegar a uma festa, participar de reuniões e por isso mesmo temos que nos comportar da mesma forma que no mundo real. As pessoas custam um pouco a entender isso. Por incrível que pareça, ainda há pessoas que pensam que podem se encobrir atrás de apelidos ou perfis falsos.
    Além de ser originalmente da área de informática, eu estou na internet desde 1995 e já vi muita coisa durante este período. Eu defendo sempre a internet usada para o bem. Ela é poderosíssima! E aprendi a tirar muito proveito disso. Graças a esta visão positiva e ao meu comportamento só tenho recebido bons frutos. Sempre que posso também tento fazer as pessoas entenderem isso.
    Nós nos conhecemos em Porto Alegre e eu te sigo no Twitter. A internet nos faz ficar mais próximos um do outro. É assim que me sinto em relação às pessoas que eu sigo ou interajo.
    Sabe quando acontece de passar por alguém na rua ou no supermercado e achar que conhece a pessoa e ficamos repassando em nossas cabeças: “De onde eu conheço esta pessoa mesmo?” – Faz pouco tempo que eu acrescentei mais um local quando busco por conhecidos em meu cérebro: a internet! Sabes que já aconteceu de topar com alguém que eu sabia que conhecia, mas não me lembrava de onde! Era da internet! É isso que temos que pensar: A internet é um “local” a mais na nossa vida e temos que ser honestos conosco mesmos e com os demais.
    Parabéns pelo site.
    Um abraço,
    Aline

    1. A distinção que fazem de “mundo real” e “mundo virtual” não deveria mesmo existir. Você tem razão, é apenas mais um local de convívio, mais um ambiente. Se o comportamento de todos seguisse na internet os mesmos princípios que “aqui fora”, as coisas seriam com certeza muito mais simples.

      E obrigada pelos elogios! 🙂

      Abração

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