Como converter TMs e TBs do Studio

Não é segredo pra ninguém que eu sou adepta da interoperabilidade e do uso da ferramenta que melhor convém a um projeto (que nem sempre é a preferida do cliente 🙂 ). É muito comum um cliente mandar um arquivo sdlxliff com memória no formato sdltm e glossário em sdltb. Mas eu prefiro trabalhar no memoQ, outros colegas preferem o Wordfast, ou Memsource ou alguma outra CAT tool. E aí?

Aí a gente instala um conversor espertinho que converte esses arquivos num piscar de olhos! O nome dele é WfConverter. Foi criado para converter arquivos pensando no Wordfast, como o nome já indica, mas os formatos também servem lindamente no memoQ.

Primeiro, baixe o programa do site do Wordfast: http://wordfast.net/zip/WfConverter.zip

Depois, baixe o arquivo sqlite-dll-win32-x86-*.zip aqui. É um dll que vai fazer o programa funcionar. Se por acaso já tiver instalado o SQLite no computador (acho que só uma minoria vai ter, não é comum precisarmos dele), não precisa do dll.

Depois de descompactar os dois arquivos .zip, crie uma pasta (a minha é C:\WfConverter) e copie para lá o arquivo WfConverter.exe e o arquivo sqlite3.dll.

Clique com o botão direito do mouse no arquivo .exe e selecione “Fixar em Iniciar” e/ou “Fixar na barra de tarefas”, dependendo da sua preferência, para facilitar o acesso depois.

Agora chegamos à parte divertida: clique duas vezes no arquivo .exe para abri-lo.

Janela inicial do WfConverter

Clique no botão superior (a pasta com lupa) para selecionar o arquivo que deseja converter. Os formatos válidos são:

  • arquivos do Wordfast (.txt)
  • arquivos .csv
  • arquivos .tmx
  • arquivos de TM do Studio .sdltm
  • arquivos de TB (glossário) do Studio .sdltb
  • arquivos bilíngues do Studio .sdlxliff

É preciso selecionar o formato desejado, ele não tem uma opção “todos os arquivos compatíveis” ou algo parecido. Também não aceita que se arraste o arquivo para a janela. Precisa efetivamente navegar até o local do arquivo.

Neste caso, vou selecionar uma TM que recebi de um cliente:

WfConverter com TM selecionada para conversão

Agora é só clicar no botão Start e aguardar a conversão.

Quando a conversão terminar (em geral é rápido, leva só alguns segundos), aparece o número de TUs convertidas. O arquivo .tmx vai estar na mesma pasta do .sdltm.

Agora é só importar para a sua CAT tools de preferência.

O mesmo processo funciona para os arquivos de TB .sdltb, que são exportados como .csv.

Nunca precisei fazer outros tipos de conversão. Se alguém fizer e quiser contar o resultado, deixe um comentário ali embaixo, por favor. 🙂

Bate-papo sobre CAT tools

Há alguns dias fui gravar um bate-papo sobre CAT tools com a Caroline Santiago, o Petê Rissatti e o William Cassemiro para o programa de pós-graduação da Cult/Estácio. Acabamos nos empolgando na conversa e rendeu um vídeo de 45 minutos com as informações básicas para quem não conhece essas ferramentas.

Curso presencial de memoQ em São Paulo este mês



Finalmente saiu do forno o curso de memoQ que vivem me pedindo, e em grande estilo: numa parceria com Kilgray, Abrates e Café com Tradução.

Será presencial, em São Paulo, dias 25 e 26 de fevereiro. Como queremos grupos pequenos para maximizar o aproveitamento, teremos duas turmas paralelas: uma comigo, outra com o Reginaldo Francisco. Cada um de nós vai dar os dois cursos: básico de manhã, avançado à tarde – é muita informação para absorver, então é mais prático aprender o básico, usar a ferramenta por um tempo e depois aprender os recursos avançados. Não se preocupem, vai ter repeteco do curso em breve. 😉

Mais informações e inscrição em Café com Tradução – curso de memoQ

Ah, cada aluno deve levar seu laptop com memoQ instalado. Se não comprou a licença ainda, sugiro instalar logo antes do curso, para poder aproveitar e treinar durante o período grátis. Baixe o aplicativo aqui (site oficial do memoQ). Para informações sobre como instalar e ativar o memoQ, baixe o guia rápido de instalação.

artememoQ_anverso artememoQ_verso

Léxicos bilíngues para download



Sempre comento nas minhas palestras que tenho um glossário no memoQ com um léxico geral, genérico, que uso para acelerar a digitação (com o predictive typing ativado) e poupar os dedos. Várias pessoas já me perguntaram a base desse léxico, se fui montando com o tempo ou se baixei alguma coisa pronta. Tenho os dois. Um que eu fui montando ao longo dos anos, que tem “a minha cara”, e outro que baixei. São dois arquivos diferentes, mas como o memoQ permite usar quantos glossários quisermos em um projeto, isso não faz diferença no dia a dia. Eu jurava que já tinha postado aqui, mas só agora percebo que estava enganada. Vamos resolver isso já! 🙂

O site Dict.cc disponibiliza léxicos em inúmeros pares de idiomas, no formato UTF-8 separado por tabulação. É só baixar o arquivo e importar no memoQ. Nem todos os termos estão traduzidos, mas isso a gente completa aos poucos.

Vou usar o plugin do GT no memoQ e o cliente nem vai saber…



Lamento acabar com sua ilusão, mas o cliente tem como saber, sim. Acabei de perceber isso revisando um projeto no servidor. No meu caso não tem problema nenhum, mas alguns clientes proíbem (em contrato, inclusive) que o tradutor use o Google Tradutor nos projetos.

Na aba “Review” do painel de visualização (uso o memoQ 2013 R2) aparece a origem de cada segmento. Se ele veio da TM secundária do projeto (no caso, uma TM local minha), pode aparecer algo assim:

Screenshot 2014-03-12 17.07.09

Se o segmento vier do plugin do GT, aparece:

Screenshot 2014-03-12 17.02.46

Portanto, olho vivo quando trabalhar em servidor! Não sei se a TM exportada leva essa informação, mas não me surpreenderia.