iPad, finalmente

Eu disse que preferia o Nook para leitura de e-books, certo? Pois acabei ganhando um iPad no Natal. Eu é que não vou reclamar do presente! Mas vou, certamente, me unir à turba dos insatisfeitos com a App Store Brasil. Quantidade ridícula de aplicativos, em comparação com as lojas dos EUA e Inglaterra, por exemplo. E pior, não podemos abrir conta na App Store EUA, mesmo com cartão de crédito internacional.

Aparentemente, a única forma de contornar essa restrição é com um vale-compras, que pode ser adquirido nos Estados Unidos ou aqui, em sites como o Mercado Livre. Comprados aqui, pode considerar um certo ágio no valor do vale. O vale-compras pode ser de qualquer valor. Salvo engano, o valor mínimo é de USD 10. Ele pode ser comprado online, pago com cartão de crédito e entregue em um endereço nos Estados Unidos. Depois de entregue, tudo o que você precisa para abrir a conta é o código que vem gravado no vale. Além de um endereço e um telefone nos Estados Unidos, claro.

Enquanto o vale-compras não chega, pode instalar os aplicativos que quiser no iPad pela loja brasileira. Nada se perde depois, quando migrar para a outra loja.

Trocar a App Store é fácil: no iTunes, clique em Store > View My Account (ou o equivalente em PT). Depois, no primeiro quadro, mude “país ou região” e em seguida informe o código do vale-compras.

Por segurança, aconselho conectar o iPad ao computador e esperar o backup antes de trocar a loja.

O post sobre aplicativos está no forno. Aguardem o próximo capítulo.

iPad, e-book reader (qual?), Dell Inspiron… ó, dúvida cruel!

Faz tempo que eu quero comprar um leitor de e-books. Tenho muitos textos em PDF e em outros formatos, mas ler no computador não é a coisa mais agradável do mundo. Já bastam as muitas horas que preciso passar em frente ao monitor, trabalhando.
Gosto muito do modelo da Sony, mas inicialmente havia só um modelo e o preço não era muito animador: 300 dólares. Este, aliás, era o preço de praticamente todos os leitores que vieram logo depois. Meu bolso se recusava a pagar, minha cabeça procurava motivos para [não] comprar.

O Kindle nunca me animou muito, mesmo depois da queda do preço, por causa daquela história de precisar mandar os arquivos em formato não-nativo por email para que fossem convertidos e devolvidos. Big Brother demais para o meu gosto.

Outro ponto negativo comum a todos os leitores é a falta de cores – pelo menos no monitor. Pensar em ler um livro ilustrado, seja ele qual for, em tons de cinza [não importa de forem zilhões de tons] não é lá muito animador.

Então chega a Apple e lança o iPad. Lindo, com tela sensível ao toque, colorido… e caro! Sim, ele pode rodar vários outros aplicativos. Sim, ele é mais leve que um computador. Mas ainda não é um computador, não tenho como trabalhar nele. É um dispositivo caro, com muitas funções, mas muitas dessas funções me são inúteis profissionalmente.

Semana passada, graças à colega Ieda Bispo, coloquei as mãos em um iPad. Nem preciso dizer que fiquei babando! Mas, infelizmente, ainda tem a questão do preço…

Para aumentar ainda mais minha indecisão, ontem vi o anúncio do Inspiron Duo, da Dell. Tem as mesmas vantagens do iPad, mais um diferencial único: vira um netbook! Ou seja, seria possível trabalhar nele, além de ler livros e jornais, ler e mandar emails e postar no Twitter. Falta só saber o preço do “brinquedo”, ainda não anunciado. Dizem que vai ser lançado até o fim do ano. A ver.

Resumo da ópera: o que é mais vantajoso, comprar um leitor dedicado, mais barato e sem possibilidade de ler em cores, ou comprar um aparelho mais completo, com mais funções, colorido e… bem mais caro?

Dúvidas, dúvidas, dúvidas…