A tecnologia vai acabar com o Tradutor? – Abrates 2015

Minha segunda palestra no congresso da Abrates deste ano foi sobre a postura do tradutor com relação à tecnologia. Muitos a veem como inimiga, mas eu prefiro considerá-la uma aliada poderosa.

Sugiro que abram as notas dos slides para que as imagens não sejam interpretadas fora do contexto da apresentação. É só clicar na engrenagem logo abaixo da apresentação e depois em “Open speaker notes”. Aparecerá uma nova janela mais ou menos com esta cara (use o painel à esquerda para navegar pelas notas):

Screenshot 2015-06-11 16.02.00

Links para sites mencionados na apresentação:

Uwe Muegge

ProMT

Systran

memoQ

Google Translate

Google Translate Toolkit

TO3000

Integração do Trados Studio com GT e MyMemory

Recebido por email hoje:

Translated has released an SDL Trados Studio plugin which lets you integrate seamlessly translation memories from MyMemory (http://mymemory.translated.net) and machine translation from Google and Microsoft.
The plugin is 100% free and can be downloaded from the following URLs:

Studio 2009: http://bit.ly/MM-SDL2009

Studio 2011: http://bit.ly/MM-SDL2011

If you like the plugin, please don’t forget to rate it and review it on the SDL OpenExchange page!
(…)
Best regards,
Alessandro Cattelan
Vendor Manager
http://www.translated.net

Fica a dica.

Qual a melhor ferramenta?

Já ouvi a pergunta várias vezes: “Qual a melhor CAT?”

Apesar de usar exclusivamente o memoQ há mais de um ano, acredito que a melhor ferramenta (para tudo, não só para traduzir) é aquela que melhor se adapta a você e à ocasião. Você não usa (ou não deveria usar) uma chave de fenda para bater um prego. Da mesma forma, cada tipo de arquivo requer uma ferramenta específica.

Antes do memoQ eu usei o Wordfast durante muito tempo, e ele atendia perfeitamente minhas necessidades. Só migrei para o memoQ porque comecei a receber muitos projetos com formatos diferentes de .doc, que é o formato ao qual o Wordfast melhor se adapta. Ele também funciona razoavelmente bem em planilhas .xls e em apresentações .ppt, mas não é raro se enrolar e dar problema.

O memoQ, por outro lado, lida bem com muitos tipos diferentes de arquivo. Então, para mim, era essencial trocar de ferramenta se quisesse continuar traduzindo esses tipos diferentes de arquivo. Não me arrependo, porque atualmente recebo pouquíssimos arquivos do Word. O investimento valeu a pena e se pagou rapidamente.

Se você trabalha só com .doc, o Wordfast é uma opção mais lógica e barata. E vai resolver o seu problema muito bem.

Outra questão a considerar é a curva de aprendizagem. A melhor ferramenta para você é aquela com a qual se sente mais à vontade, da qual conhece os atalhos, comandos e recursos, que faz sua produtividade aumentar. Embora as ferramentas de CAT não sejam bichos de sete cabeças, conheço vários colegas que se atrapalham um tanto com os programas e, principalmente, com os atalhos. Minha dica, nos primeiros dias, é: imprima uma lista dos principais atalhos (a ajuda do programa costuma ter) e deixe do lado do teclado. Ajuda muito no início.

Resumo: não existe UMA ferramenta melhor, existe a melhor ferramenta para você, naquele projeto específico. O ideal é conhecer mais de uma ferramenta, além de alguns truques para converter arquivos entre elas. Desta forma, você consegue abranger um número maior de possibilidades no dia a dia.

Como traduzir arquivos .ttx no memoQ

Quando um cliente envia um arquivo .ttx, espera que seja traduzido no TagEditor. Mas, como uso o TE apenas em último caso, traduzo tudo no memoQ. Acho melhor e mais prático, com controle muito melhor da terminologia.

Infelizmente, o método que uso não dispensa o Workbench e o TagEditor nas fases de preparação e finalização.

1. Se o cliente enviou a memória no formato .tmw, abra-a no Trados Workbench (File/Open) e exporte no formato .tmx 1.1 (File/Export).

2. Pré-traduza os arquivos enviados pelo cliente. No Trados Workbench, selecione Tools/Translate/Add, selecione os arquivos que quer pré-traduzir, confirme se as opções correspondem às da figura abaixo e clique em Translate.Pretranslate no workbench

Uma observação importante: se a caixa “Segment unknown sentences” não estiver marcada, o Trados não vai segmentar o arquivo inteiro. A opção precisa estar marcada para ocorrer a segmentação completa. [Valeu pelo toque, Danilo!]

3. Adicione os arquivos pré-traduzidos normalmente no projeto do memoQ.

4. Se o cliente enviou a memória, você pode usar a opção Import from TMX/CSV, no módulo de recursos ou na aba Translation Memories, para incorporar a memória do cliente (que você transformou em .tmx no passo 1 acima) à memória do projeto.

5. Traduza o arquivo normalmente no memoQ.

6. Exporte o arquivo bilíngue, usando a opção Export bilingual/Two-column RTF da aba Translations.

7. Abra o arquivo no Word e passe o corretor ortográfico/gramatical. Salve as alterações.

8. Reimporte o arquivo corrigido no memoQ, usando o comando Import/update bilingual da aba Translations.

9. Confirme os segmentos alterados: selecione no menu Operations/Confirm and Update Rows, marque a opção Edited e clique em OK. Todos os segmentos alterados serão incorporados à memória do projeto.

10. Agora, veja se não esqueceu nenhuma tag. Se isso acontecer o arquivo pode não abrir corretamente no TagEditor ou dar problema na exportação final. No menu, selecione Operations/Resolve Erros and Warnings. Corrija o que precisar, confirmando cada segmento corrigido.

11. Só falta exportar o arquivo. Na aba Translations, selecione Export (dialog) e especifique o local de destino do arquivo. O resultado é um arquivo .ttx bilíngue, exatamente como se tivesse sido traduzido no TagEditor.

12. Prontinho. Por via das dúvidas, abra o arquivo no TagEditor para confirmar que não deu nenhum problema. É raro, mas pode acontecer.

Observação importante: para que o arquivo final seja bilíngue é indispensável a pré-tradução no Workbench (passo 2). Caso contrário, o resultado será um arquivo apenas em português (ou qualquer que seja sua língua-destino).

Treinamento em ferramentas de tradução com vídeo online

Pausa na série de posts sobre o GoldenDict para uma notícia extraordinária: os vídeos com tutoriais para várias ferramentas de tradução do Translators Training agora são gratuitos. Trazem os fundamentos básico de cada ferramenta e são uma boa pedida para quem não conhece nada.

No momento, as ferramentas abordadas nos vídeos são:

  • Across
  • Anymem
  • CafeTran
  • Déjà-vu
  • Heartsome
  • Lingotek
  • memoQ
  • MetaTexis
  • MultiTrans
  • OmegaT
  • Alchemy Publisher
  • SDLX
  • Similis
  • Swordfish
  • Trados 2007
  • Transit
  • Wordfast

Os vídeos têm no máximo 10 minutos de duração. Algumas das ferramentas são explicadas com mais detalhes, em dois ou três vídeos.

Vale o clique.