OCR online com Office Lens e OneDrive

Nem sempre precisamos (ou temos à mão) um scanner e um programa de OCR para digitalizar um texto impresso. Tenho usado bastante o OneDrive para essas conversões e olha… estou gostando muito. Obviamente não vai funcionar perfeitamente em todo tipo de texto (nenhum programa de OCR funciona, aliás), mas em geral o resultado é mais do que satisfatório, especialmente em texto corrido.

Tenho usado o Office Lens para escanear o texto impresso. Se você tem OneDrive (vem na assinatura do Office 365 e também pode ser assinado separadamente), é só instalar o aplicativo no celular.

App OneDrive

Depois de aberto, clique no ícone de diafragma no canto inferior direito para abrir o Lens (conforme imagem acima).

Vou usar como exemplo o livro Explorando Teorias da Tradução, do Anthony Pym, traduzido por Rodrigo Borges de Faveri, Claudia Borges de Faveri e Juliana Steil.

Centralize o texto na tela, de forma a incluir tudo que deseja “escanear”. Quando estiver tudo nos conformes, clique no disparador (o círculo branco na parte inferior da tela).

O programa vai mostrar como ficou a imagem escaneada (acima). Se não gostar, clique no “x” no canto superior esquerdo. Se a imagem estiver a contento, clique no tique azul (se quiser escanear uma página só) ou no “+” (se pretender escanear várias páginas).

A partir da segunda página, clique na lixeira do alto da tela se não estiver contente com uma imagem.

Quando clicar no tique azul, depois de terminar de escanear tudo, vai aparecer a tela acima para definir o nome do arquivo e para que pasta ele vai ser mandado no OneDrive. Toque nos campos para fazer as alterações necessárias ao nome do arquivo ou à pasta de destino.

A partir daqui, o processo vai continuar no computador (não consegui fazer funcionar pelo celular). Obviamente é preciso uma conexão à internet (4G ou Wi-Fi) para que os arquivos sejam enviados para o OneDrive.

Localize a pasta e o arquivo enviados do celular. Clique no arquivo que deseja abrir.

Observação importante: o OneDrive NÃO faz uma cópia do arquivo. Se quiser manter o PDF, faça uma cópia dele antes do OCR.

Clique em “Abrir”, no canto superior esquerdo.

Clique no botão azul “Editar no Word”.

Vai aparecer a mensagem acima. Clique em “Converter”. Lembrando de novo: apesar de a mensagem dizer que vai fazer uma cópia, NÃO VAI.

A conversão pode levar um pouco mais ou um pouco menos de tempo, dependendo do tamanho do arquivo, mas não costuma demorar. Quando terminar, aparecerá a mensagem acima. Para ver o texto convertido no Word, clique em “Editar”.

O texto aparecerá num documento do Word online, pronto para ser “manuseado” (editado, importado na sua CAT tool de preferência, etc). Provavelmente não ficará 100% perfeito (quase nenhum OCR fica), mas a qualidade, na maioria dos casos, é bem boa. No caso desse teste, logo acima da quebra de seção há um trecho com alguns errinhos, mas nada sério.

Como eu disse lá no começo, este método funciona melhor com texto corrido. Sempre que há muita formatação envolvida o OCR fica mais complicado. Mas para livros, handouts de cursos e materiais parecidos, é uma mão na roda.
E uma observação final: mesmo antes do OCR, os PDFs gerados pelo Office Lens são pesquisáveis. Ou seja, você também pode usar o aplicativo para escanear textos de referência que não precisam ser convertidos para o Word, mas quer deixar guardados para consulta posterior. Quando quiser, é só abrir no visualizador de PDF e fazer a busca por palavra como em qualquer outro arquivo (usando Ctrl + F no Windows, Cmd + F no Mac).

Bate-papo sobre CAT tools

Há alguns dias fui gravar um bate-papo sobre CAT tools com a Caroline Santiago, o Petê Rissatti e o William Cassemiro para o programa de pós-graduação da Cult/Estácio. Acabamos nos empolgando na conversa e rendeu um vídeo de 45 minutos com as informações básicas para quem não conhece essas ferramentas.

Novo recurso de acessibilidade no site

Graças à dica do William Cassemiro, da Translators101, conheci hoje o Audima, que converte todo o texto de um site em áudio. Assim, pessoas com deficiência visual ou qualquer outro tipo de dificuldade de leitura podem entender os textos publicados.

A instalação do plugin conforme as instruções do site foi rapidíssima, e em menos de cinco minutos estava tudo funcionando bonitinho. 🙂

Assim, a partir de agora, no alto de cada post aqui do Tradução via Val aparecerá um player com o áudio correspondente. Infelizmente, pela estrutura do site, funcionará apenas nos posts em português. Vou tentar descobrir como fazer com os poucos posts em inglês que tenho aqui.

(Português) PC x Mac – diferenças, semelhanças e escolhas


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Seu computador está ficando velhinho, irritantemente lento. OK, chegou a hora de trocar, porque um computador lento ou temperamental (aquele que funciona quando quer) mata qualquer esperança de dia produtivo! E nesse momento alguns podem se perguntar: Mac ou Windows? Qual a melhor opção? Apesar de a discussão Mac x Windows ser antiga e acalorada, muitas vezes quase como uma batalha religiosa, defensores de um lado tentando convencer o outro de que estão certos, que sua escolha é a mais acertada, quando se trata de sistema operacional, na verdade, não existe UM melhor, uma solução única mais adequada para todos. Existe o mais adequado para cada perfil de usuário, com base nas necessidades e usos que faz do computador e em seu nível de conhecimento tecnológico como um todo. Vou destacar aqui alguns itens que devem ser levados em consideração na hora de escolher sua próxima máquina. Sou macqueira há anos, mas prometo [tentar] manter a imparcialidade nos argumentos.

Preço

Os Macs são fabricados só pela Apple, e essa falta de concorrência não ajuda a oferecer computadores baratos ao consumidor. São investimentos altos (nem vou entrar no mérito da diferença de valores nas lojas brasileiras e norte-americanas), mas, em contrapartida, os equipamentos são produzidos com materiais robustos e costumam durar muitos anos. Essa durabilidade, aliada ao lançamento frequente de modelos novos, permite comprar máquinas de um ou dois “modelos atrás”, mas ainda com configuração excelente, por valores não muito superiores aos de PCs de configuração correspondente. Principalmente para nós, tradutores, essa é uma opção que deve ser considerada com carinho na hora de comprar o primeiro Mac ou trocar de máquina. Já fiz mais de uma vez e não me arrependi.

Os PCs, como normalmente chamamos os computadores que rodam Windows, são produzidos por inúmeros fabricantes em todo o mundo. Por um lado, a enorme concorrência proporciona preços mais baixos. Por outro, é preciso pesquisar muito bem antes de comprar para não jogar dinheiro fora numa máquina de configuração e/ou qualidade duvidosa. Outra vantagem dos PCs são a facilidade e o custo dos upgrades, novamente por causa da miríade de fornecedores.

Em termos de periféricos, a maioria funciona nas duas plataformas. Ou seja, o usuário não precisa trocar de impressora nem aposentar aquele mouse que encaixa direitinho na mão ou o teclado perfeito que demorou tanto tempo para achar.

Segurança

Historicamente, o sistema operacional do Mac é mais seguro que o do Windows por um motivo bem simples: a base instalada (ou seja, a quantidade de computadores que usam o sistema operacional) é muito menor. Os desenvolvedores de vírus preferem criar pragas que ataquem o maior número possível de usuários, portanto seu alvo costuma ser computadores com Windows. Só que, nos últimos tempos, tem crescido a variedade de “frentes de ação” desses desenvolvedores, e muitos programas atacam todas as plataformas (via sites da internet, por exemplo).

Além disso, muitos fabricantes/distribuidores de PCs incluem bloatware nos computadores que vendem. São programas que, na prática, são inúteis, porque as licenças têm validade de poucos dias. No fim, só ficam ocupando recursos e espaço do computador, prejudicando o desempenho do sistema. Dependendo da honestidade do fornecedor (e lembro novamente que existem todos os tipos de PCs, desde os mais confiáveis até os mais duvidosos), esse “lixo de fábrica” pode também ter programas perigosos (os chamados malwares).

Para Mac ou Windows, a recomendação é a mesma: antivírus e atenção no dia a dia.

Praticidade/facilidade de uso

A minha impressão, como usuária de ambos os sistemas, é que os Macs são mais interativos para o usuário médio. É mais fácil “se achar”, mesmo nas configurações.

Modelos mais recentes de PCs têm dado ênfase ao touchscreen, possibilitando o uso do monitor como tablet. Para algumas atividades, isso pode ser um diferencial importante. Imagine, por exemplo, poder rabiscar anotações à mão ou desenhar diretamente no arquivo.

Nos Macs, a ênfase é mais nos gestos no touchpad, tanto em laptops quanto desktops, do que no touchscreen. Além de aumentar a produtividade, os gestos previnem as lesões por movimento repetitivo causadas pelo mouse.

Hoje, tanto Windows quanto Mac têm comando de voz, mas os Macs têm um recurso especialmente interessante para tradutores: o ditado. Funciona maravilhosamente bem – inclusive com máquina virtual, que vou explicar mais à frente. É uma pena o Windows não ter nada parecido; para falantes de português, infelizmente, não existe nem opção de aplicativo para isso.

Idiomas

O Windows é vendido em inúmeros idiomas, mas não é possível alterar o idioma do sistema sem uma reinstalação geral. No Mac, o sistema operacional é multilíngue e para trocar o idioma é só alterar a configuração e reiniciar o computador. Para quem trabalha com localização e às vezes precisa localizar algum menu ou comando em mais de um idioma, esse truquezinho vem a calhar (e eu digo por experiência).

Aplicativos

A maioria dos principais aplicativos de que precisamos para trabalhar e usar o computador no dia a dia estão disponíveis nos dois sistemas, com preços bem semelhantes. Aquela história de “programas para Mac são mais caros” é coisa do passado remoto.

As licenças do Office 365 podem ser usadas indistintamente em qualquer uma das duas, por exemplo. A Adobe (Acrobat, Photoshop, InDesign) também oferece seus programas para as duas plataformas. Dropbox, OneDrive e Skype idem.

Se falarmos de jogos, e muitos tradutores são também gamers, que eu sei, a coisa muda de figura. A imensa maioria dos títulos é lançada só para Windows.

No universo tradutório o Windows também impera. Apesar de existirem boas CAT Tools para Mac, com destaque para Swordfish e MemSource (além das que funcionam via Web, portanto são compatíveis com todos os sistemas operacionais), as principais ferramentas do mercado (memoQ, Studio e DVX) só funcionam no Windows. Idem os principais dicionários e ferramentas, como Olifant e Xbench.

Máquina virtual

Apesar de não termos as principais CAT Tools e os melhores dicionários funcionando em Macs, o número de tradutores macqueiros só cresce. Por quê? Por causa de um programinha lindo e maravilhoso, que permite ter o melhor dos dois mundos ao mesmo tempo.

Em termos bem simples, a máquina virtual é um outro computador dentro do seu computador. Não literalmente, claro. O programa cria um ambiente simulado, por assim dizer. Portanto, você pode instalar um Windows XP “dentro” do seu Windows 10 para rodar aqueles programas velhinhos que não funcionam mais no sistema atual sem precisar de outro computador. Ou o tradutor macqueiro pode instalar o Windows para rodar o memoQ e o dicionário de regências do Luft, por exemplo.

Existem vários programas para isso, mas destaco estes:

– Bootcamp: É o programa nativo do Mac, portanto é gratuito. Não gosto muito dele porque exige reiniciar o sistema para iniciar o Windows, depois novamente para voltar. Não vejo vantagem em ter um Mac e não poder usar o sistema dele. Se for para usar só o Windows, é mais vantajoso comprar um PC.

Virtualbox: Programa da Oracle para Windows, Mac e Linux, também grátis, que permite instalar uma variedade de versões do Windows. Alguns colegas usam e gostam muito, mas eu experimentei apenas rapidamente.

Parallels Desktop: Minha opção de máquina virtual há quase dez anos. É pago, mas o valor compensa pelo nível de controle (espaço de disco, memória e outros recursos do sistema) e de estabilidade que proporciona. A imagem a seguir ilustra a vibe “melhor dos dois mundos” que me conquistou: Chrome e Word são do Mac, memoQ e GoldenDict estão no Windows, mas trabalho com tudo junto, lado a lado ou espalhados por dois monitores, tudoaomesmotempoagora. A estabilidade do Mac, com a facilidade de poder usar os programas que eu quiser, mesmo que sejam do Windows.

É, eu também percebi que a imparcialidade foi dar uma voltinha enquanto eu escrevia esses últimos parágrafos… De qualquer forma, como mencionei lá no início, a escolha do sistema é uma decisão pessoal e não vou ficar de mal de ninguém por decidir continuar no Windows. Mas se, por acaso, você começou a sentir uma tentaçãozinha, dê uma espiada neste teste e veja qual sistema operacional combina melhor com seu perfil de uso.

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Este artigo foi originalmente publicado na Revista Metáfrase número 5. Para ver todas as edições da Revista da Abrates, clique aqui. Todas têm artigos muito interessantes para tradutores, revisores e intérpretes. Recomendo muitíssimo!

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(Português) Como ganhar mais com tradução – links da palestra do congresso da Abrates


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Promessa é dívida, certo? Então aqui estão os links para os sites e programas mencionados na minha palestra do congresso da Abrates deste ano.

MT

 

ProMT

Systran

Tutorial do William Cassemiro para integrar ProMT e memoQ

Uwe Muegge: Twitter; LinkedIn

Kirti Vashee

Ricardo Souza

Slator

Ditado

 

Digitação por voz usando Google Docs

Digitação

 

Tutorial/medição

Teste de velocidade em vários idiomas

Agregadores

 

Feedly

Lista de blogs de tradução na Tradwiki (dica: fucem bastante na Tradwiki toda, tem um tesouro de informações ali!!)

Babylon

GoldenDict (tutoriais para instalação)

IntelliWeb Search

Copernic

FileLocator Lite (dica da Catia Santana durante a palestra)

Menos tempo perdido

 

Translation Office 3000 (tutorial da Patricia Souza)

IFTTT

GTD

 

Revista Metáfrase (o artigo sobre GTD sairá na número 5)

Blog Vida Organizada

Aplicativos para GTD

Tradcast sobre GTD

Todoist

Wunderlist

Foco

 

Pomodoro Technique

SelfControl (Mac)

Buffer

Hootsuite

Rescue Time

Playlists:

Xilepe mental

Xilepe mental forte

Xilepe clássico

It’s all about that jazz

Saúde

 

Workrave

Saúde em Tradução no Facebook

 

E por hoje é só, pessoal! 🙂

Atualização

Promessa é dívida, parte 2: a missão. Aqui estão os slides da palestra. 😉